6.2.25

A Gaffe "trolhadeira"


A Gaffe abre uma página web e apanha com uma janela noticiosa que a avisa que há um rapazinho que mais uma vez entrou em coma.
Esta rapariga distraída não sabia que o homem tinha entrado antes.

Deve avisar que nunca no seu despido quotidiano viu o petiz. A Gaffe não sabe quem é. Não faz ideia se canta ou se tosse, se dança ou se baila, mas não faz questão nenhuma em saber a que se dedica o comatoso.

Então, pergunta-se com parcimónia, esta rapariga está aqui a referir o rapazinho, porquê?!

Há duas grandes razões.
A primeira é porque lhe apetece.
A segunda é mais simples: o rapazinho tem cara de atenuado cerebral estereotipado - o termo aplicado não é dos mais elaborados, mas é mais ilustrativo do que imbecil.
Então, ronhosa como é, a Gaffe procura mais cavacos para a fogueira – não serve o genro de Cavaco Silva pois que já está queimado. A Gaffe tem de tirar a coisa a limpo. Não pode deixar de ver se se confirma a sua primeira impressão. Lá andou ela a espreitar o homem pela net fora.

Mas que trolhadeira é aquela?!

Temos um jogador de futebol que fez quarenta aninhos, mas que continua o melhor do mundo, embora pense que Kant é uma penalização em campo - Nã fô fôra de jogue, fô cante; temos apitos e as pitas rasteiras com mamas de silicone do tamanho de melões de Almeirim pousados nas bancas para quem quiser ver se estão maduros, enfiadas nos globos de ouro; temos o caso do Sr. Marquês que vai perder brasões não tarda nada; temos ainda em órbita o presidente mais trauliteiro do sistema solar e almirantes a emergir sem pé, mas com muletas; temos uma cientista que inventou um transístor de papel - não, ninguém com imensos estudos quer saber o que é - e que assumiu um papel miserável no governo; temos concursos com a Catarina Furtado a fazer aos concorrentes o que o Nuno Baltasar lhe faz a ela quando lhe aperta os vestidos; temos um deputado a depositar nos gabinetes da Assembleia da República as alheias bagagens vinted dos aeroportos; temos vereadores a engatar putos e a afirmar a pés juntos - se os desunisse, tombava, porque dir-se-ia pedrado - que a Lei é demasiado exigente em relação à idade de quem vende por vinte euros o que não nasceu virado para a lua; temos despedimentos de colaboradoras de partidos que se exibem defensores dos trabalhadores; temos tanta gente a desatar a fugir do país por todo o lado que o primeiro-ministro perde a saúde e o SNS, tentando esconder a calvície do governo dos que ainda vão ficando; temos a hipótese de, depois da demissão dos chefes de serviço, directores e administrações, alargar o encerramento - das urgência - a todo o Hospital; temos vontade de oferecer um pavilhão multiuso ao Mundial de Futebol, criando ao mesmo tempo através do PRR uns SPA com fisioterapia incorporada para desfrute da nossa Selecção.

Não podemos fechar a Assembleia da República e oferecer os nossos políticos aos crocodilos do Nilo, mas temos isto tudo e muito, mas muito mais. Temos até o rapaz com cara de grunho - confirma-se - e músculos que resplandecem cheios de solário e de testosterona, vestido de índio patacha-turupi-tupinangá a puxar a tanga para baixo para mostrar às fãs que tem tudo rapadinho e que comas é com ele.

A trolhadeirice elevada a estrela.
Somos um País de alto contraste e pleno de diversidade.

Ah, que gande país que somos! qu'a gande e cagande.