A Gaffe aposta que a maioria reconhece que nem sempre um sapo traz um príncipe dentro. Às vezes vem com o Robin Hood, outras com o Xerife de Nottingham ou mesmo com Frei Tuck e, não raro, traz apenas o que naturalmente um sapo tem nas entranhas.
Por muito que esbracejemos e que nos sintamos empurradas
para os Harrods depois de termos passado a vidinha enfiadinhas na Zara, temos
pelo menos que concordar que o blogs do SAPO pretendia apresentar-se mais cuidado, mais
pessoal, mais interactivo e mais português, encharcando dessa forma as outras
plataformas sem bonequinhos amorosos que os petizes podiam levar para o
infantário.
Meus queridos e minhas donzelas, o que será que não entendem
na palavra marca?
A construção do rectângulo de ouro da população dos blogs do
Sapo era, como toda a gente sabia, a forma mais marota, mais flower power, que se tinha encontrado para
nos cativar.
O uso do figuras caseirinho e simples ajuda o
reconhecimento imediato, torna visível o sítio, mesmo em escala minúscula.
A plataforma SAPO, muito amorosa, deixou que se
pensasse que era a nossa casinha, coadjuvada pela equipa mais doce, eficaz,
atenta, disponível e paciente que existia à superfície da net, que reunia
rapazes que se iam transformando no ideal informático - e giro - de qualquer
rapariga esperta. Mas nunca deixou de ser uma pragmática ferramenta capaz de
inquirir o seu utilizador de modo a entender e se possível satisfazer os seus
desejos expandindo em consequência o seu raio de acção e a capacidade de se
afirmar como parceiro incontornável nos tabuleiros dos negócios.
É lógico que se perde, com alguma pena, algumas manigâncias que se usavam para serigaitar por ali, mas ganham-se outras e francamente não
penso que seja difícil movermo-nos nos alternativos cantos do mundo digital.
É lógico que não é agradável perceber à queima-roupa que
nunca fomos mais que estatísticas e dados negociáveis, enquanto altos, números que rendiam ou gente dentro dos ficheiros empresariais. Acreditávamos
que o lucro não iria surgir com esta dimensão no trabalho de uma equipa de
profissionais tão amorosos, acabando a arrasar o recanto dos sapinhos.
É lógico que por muito que as meninas rabujem e os meninos
estrebuchem, o blogs do SAPO vai saponificar. O origami que o construiu era
dinâmico e facilitava a possibilidade de cada um o ler à sua maneira, mas, como
se sublinha, há coisas mais importantes que o dinheiro, mas são demasiado caras para durar.

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