O amor é um verbo com acento. É a invenção da loucura acima da síntese instável dos sistemas, onde comungamos no rosto que o fogo preside, químico, com suas arestas de beijos inumeráveis.
No fundo, somos essa eternidade vagamente entrelaçada, anunciando espadas e números indizíveis e desfalecimentos inúteis de homens que não amam.
No fundo, é a falta que nos move.
No fundo, eu sou um manifesto de algas sem oceano, uma geometria de céus sem aves nem degraus, porque me faltas e porque as rosas que canto apenas me declaram a tua sombra convertida.
Ama-me, como não fosse possível existir de outra forma.
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