31.12.25

A Gaffe de Ronaldo

 


A Gaffe, mesmo ultrapassada, não resiste e comenta.

Cristiano Ronaldo foi, no séquito do príncipe, seu dono e senhor, cumprimentar Trump.

Levantaram-se as armas, os barões e os brasões (e os varões) que se assinalam pelo erro cometido e pelo escândalo sentido, pois que Ronaldo representa Portugal!

Não pareceu grave e a Gaffe acredita que Ronaldo representa hoje o que muito bem entender e, neste caso específico, representa e apresenta-se apenas como um rapagão intumescido de dinheiro, capaz de o multiplicar até ao infinito se obedecer ao patrão e assinar contratos gigantes de publicidade e influência.     

Cristiano Ronaldo sempre foi um rapagão simpático, esforçado e bem-disposto que jogava, ou joga, de forma genial - a Gaffe não faz a mínima ideia do estado do rapaz e dos estádios por onde o rapaz joga -, mas que ainda não percebeu que os livrinhos de BD trazem balões com frases completas.

A Gaffe lembra-se que, quando Portugal criticou um atleta olímpico - que preferia estar na caminha na hora de competir -, viu à sua frente as façanhas dignas de nota que os severos críticos tinham nos seus currículos e concluiu que, apesar da idiotice do que foi dito, havia uma razoável vantagem do lado atlético.

Cristiano Ronaldo não é um intelectual, não é de todo um grande ativista e não se abespinha por causas aristocráticas, mas foi um extraordinário jogador de futebol que sempre obedeceu ao patronato. 

Não se pode ter tudo, embora seja nossa obrigação desejar obter o Universo.

Há homens que embora geniais naquilo que fazem com os membros, trazem apenas na cabeça um penteado novo e, feitas as contas, o de Cristiano Ronaldo consegue ser ainda mais parolo do que o de Musk.

Não vem mal ao mundo.