A Gaffe, mesmo ultrapassada, não resiste e comenta.
Cristiano Ronaldo foi, no séquito do príncipe, seu dono e senhor, cumprimentar Trump.
Levantaram-se as armas, os barões e os brasões (e os varões) que se assinalam pelo erro cometido e pelo escândalo sentido, pois que Ronaldo representa Portugal!
Não pareceu grave e a Gaffe acredita que Ronaldo representa
hoje o que muito bem entender e, neste caso específico, representa e apresenta-se
apenas como um rapagão intumescido de dinheiro, capaz de o multiplicar até ao
infinito se obedecer ao patrão e assinar contratos gigantes de publicidade
e influência.
Cristiano Ronaldo sempre foi um rapagão simpático, esforçado
e bem-disposto que jogava, ou joga, de forma genial - a Gaffe não faz a mínima
ideia do estado do rapaz e dos estádios por onde o rapaz joga -, mas que ainda
não percebeu que os livrinhos de BD trazem balões com frases completas.
A Gaffe lembra-se que, quando Portugal criticou um atleta
olímpico - que preferia estar na caminha na hora de competir -, viu à sua frente as façanhas dignas de nota que os severos críticos tinham nos seus
currículos e concluiu que, apesar da idiotice do que foi dito, havia uma
razoável vantagem do lado atlético.
Cristiano Ronaldo não é um intelectual, não é de todo um grande ativista e não se abespinha por causas aristocráticas, mas foi um extraordinário jogador de futebol que sempre obedeceu ao patronato.
Não se pode ter tudo, embora seja nossa obrigação desejar obter o Universo.
Há homens que embora geniais naquilo que fazem com os
membros, trazem apenas na cabeça um penteado novo e, feitas as
contas, o de Cristiano Ronaldo consegue ser ainda mais parolo do que o de Musk.
Não vem mal ao mundo.
