Eu já não tenho ideias. Tenho paredes. Eu, a náufraga da deambulação fundeada na praça entre torres e cavidades lunares, afogando entardeceres envelhecidos, melancolias demasiado pesadas quando nos afundamos na vida pelos álbuns de família. Ao regressar a casa, no início da noite, apetece-me sempre descobrir se existirá solidão sem gente à volta.
As noites são os meus olhos, porque lá fora continua o dia.
