Como gostava agora de dançar! Dançar em todas as palavras, como quem já morreu com as palavras todas.
Juro que perdia a vergonha. Juro que nem olhava para o lado, para a multidão a acumular-se nos passeios, de beiços gordos estendidos, na sua altivez amargurada de aventais de chita, decotes para o padre, gravata a endireitar a coluna, fragrâncias de mentol deliberando em suposta inocência fingida.
Cesurando-me.
E eu a dançar para dentro em rodopio visceral.
