6.3.26

A Gaffe sem armas


O Douro é o exílio que no milagre me oferece a revelação de uma beleza atroz, capaz de magoar as próprias lágrimas.
Terras que de tão assombrosas e invencíveis se confundem com antigos sonhos, criando este estado de pasmo e distância de quem deseja engolir com toda a forma insubstantiva a conjugação dos elementos naturais.

É aqui que me espanto, é aqui o lugar da parede branca, do Fechado, da existência sem princípios e contudo, mundano nos meus hábitos, exausto de claridade, o meu atordoamento naufraga. Ancorada na razão, sigo as palavras submersas, na tarefa de cumprir humanidade.

Tivesse eu um punhal para ferir paisagens.