Tu numa última braçada, uma última âncora lançada à areia.
- Já não gostas de mim.
- Que parvoíce. Gosto sim.
Apago a voz com a mesma solenidade de quem ata a morte errática, de quem capitula a golpes de martelo sobre as pálpebras.
- Não. Não gostas.
A reacção do teu corpo a dactilografar o meu silêncio biográfico, ensurdecedor de coração indesejado. A tua inútil imagem nua com um lençol sobre as ancas viradas para mim.
- Para que quero eu isto?
Isto. Como se fosses passível de ser removido, como se fosses a posologia demasiado confusa.
A culpa. A culpa a espalhar-se dentro de mim. A plantar a sua árvore de frutos, para se deleitar à sombra, saciando-se de verbos.
- Não. Já não gosto de ti e não consigo fazer nada.
À volta da tua boca a mais profunda e densa escuridão.
- Que parvoíce. Gosto sim.
Apago a voz com a mesma solenidade de quem ata a morte errática, de quem capitula a golpes de martelo sobre as pálpebras.
- Não. Não gostas.
A reacção do teu corpo a dactilografar o meu silêncio biográfico, ensurdecedor de coração indesejado. A tua inútil imagem nua com um lençol sobre as ancas viradas para mim.
- Para que quero eu isto?
Isto. Como se fosses passível de ser removido, como se fosses a posologia demasiado confusa.
A culpa. A culpa a espalhar-se dentro de mim. A plantar a sua árvore de frutos, para se deleitar à sombra, saciando-se de verbos.
- Não. Já não gosto de ti e não consigo fazer nada.
À volta da tua boca a mais profunda e densa escuridão.
