Paris raramente aceita alguém de corpo inteiro. Raros são os que fazem parte dela.
Há homens que mordem o chão daqueles que desfilam.
Em Paris as flores trazem café e há néon nas almas, brilhantina e riso e o allure de mulheres que passam sem perceber que passam sobre vidro.
Paris das esplanadas depois de finda a festa. Nas ruas que são rios e savanas, pradarias, tundras, gelo, vulcânicas passagens para outros lados, cheira a luz e a carne de perfumes raros.
Manadas de indefesos animais, restos da humana desventura de viver em grupo em que o deslumbre mata, porque cega.
Rapazes que ficaram pelo caminho na Semana em que Paris quis usar outros. Givenchy 2026 e uma manada que atravessa o rio na lentidão que desconhece a fera.
Incautos e imaturos príncipes grifados.
Grandiosa idiotice. Esplendorosa idiotice. Magnífica idiotice que nos traz à boca, sem o mover de um músculo, sem emboscar a vida, a presa que se quer.
O menino de olhos de gazela e boca a prometer um fruto. Tem um pequeno alfinete preso na braguilha. Brilha a braguilha com o alfinete preso na prega do tecido que lhe molda o sexo. Cintilam os olhos do menino de braguilha alfinetada e borboleteia, até pousar na mesa à nossa frente.
Purpurina na íris, asa de pólen, menino tonto agora preso no final da festa.
Podia ser este. Podia ser aquele ali, aqui, além. Mais este e aquele, o outro e toda a gente, porque toda a noite é uma alvorada e eles sabem perder para os encontrarmos.
Em Paris as flores trazem café e há néon nas almas, brilhantina e riso e o allure de mulheres que passam sem perceber que passam sobre vidro.
Paris das esplanadas depois de finda a festa. Nas ruas que são rios e savanas, pradarias, tundras, gelo, vulcânicas passagens para outros lados, cheira a luz e a carne de perfumes raros.
Manadas de indefesos animais, restos da humana desventura de viver em grupo em que o deslumbre mata, porque cega.
Rapazes que ficaram pelo caminho na Semana em que Paris quis usar outros. Givenchy 2026 e uma manada que atravessa o rio na lentidão que desconhece a fera.
Incautos e imaturos príncipes grifados.
Grandiosa idiotice. Esplendorosa idiotice. Magnífica idiotice que nos traz à boca, sem o mover de um músculo, sem emboscar a vida, a presa que se quer.
O menino de olhos de gazela e boca a prometer um fruto. Tem um pequeno alfinete preso na braguilha. Brilha a braguilha com o alfinete preso na prega do tecido que lhe molda o sexo. Cintilam os olhos do menino de braguilha alfinetada e borboleteia, até pousar na mesa à nossa frente.
Purpurina na íris, asa de pólen, menino tonto agora preso no final da festa.
Podia ser este. Podia ser aquele ali, aqui, além. Mais este e aquele, o outro e toda a gente, porque toda a noite é uma alvorada e eles sabem perder para os encontrarmos.
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