Preciso do teu nome para morar, para assim te poder chamar da casa em labaredas, da Primavera autónoma sobre as copas e dos sepulcros das prostitutas e da ciência assombrada de céu, quando no inelutável íntimo rosto da terra todos os nomes se despem durante a noite.
Por isso inscrevo o teu nome na pele, como um signo fechado por um grito, ou uma renascida onda cheia de cornos, para que as margens não transbordem de coração carnívoro.
Sempre que tu és, o tempo desiste e eu aprendo a rodar o medo nas palavras.
