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É difícil dizer-te o horário da chuva recolhida quando desesperas por bicicletas entre as flores.
É difícil dizer-te o parto das aves no coração da guerra.
É difícil dizer-te a insónia aérea dos peixes, do mar adentro disponível para o lamento, do verso cristalizado como um martelo na boca.
Rio-me como uma agulha feliz na palha, porque o amor diz-se a si mesmo e porque não há estrutura, nem ortografia, nem punhos fechados no amor, porque não sei o que digo e porque tudo em mim te faz sentido.