28.7.26

A Gaffe pendurada


A minha infância - não longínqua, convenhamos - foi povoada pelo sonho de ter uma casa na árvore.

Árvore havia, mas a minha avó jamais permitiria que uma menina desatasse a trepar a coisas grandes ou se acomodasse onde não se conseguisse instalar o ar condicionado.
A minha irmã considera desvairado cravar no tronco os calços dos Louboutin.
Ficou-me a nostalgia. A tristeza de hoje já não me ser possível o receio de desatar aos gritos com vertigens.
Mas, a criança que me arranha o coração de vez em quando, ainda sonha com a proibida casa da árvore e sabe que a que existe não se ajusta.