27.1.25

A Gaffe sempre a tempo


Ausenta-se uma rapariga por um tempo considerável e quando regressa encontra a desolação de não ter desejado um ano novo feliz a tudo o que mexe.
A Gaffe lamenta ter de o fazer com longos dias de atrasos oportunistas, dificultando a vida aos seus inocentes e bem intencionados visitantes.
Não é ocorência que a incomode ou lhe tire o sono. É tudo uma questão de rodeo. Basta lançar-se na arena e dominar os touros do blogue. A Gaffe está bastante treinada a fazer o mesmo com os homens que se parecem com spam e que invadem a vida com referências a matérias que só inclinam o dedo para a tecla que os apaga.
Que 2025 não nos obrigue a tocar muito no delete

30.12.24

A Gaffe e as touradas


Toda a rapariga esperta sabe que por vezes um touro fechado na cozinha faz menos estragos do que um toureiro na cama.

A Gaffe e um pesadelo de Natal

24.12.24

A Gaffe do Pai-Natal


Que o Pai Natal esteja sempre vosso dispor.

23.12.24

A Gaffe cumpre a tradição


Salvo raríssimas excepções, a Gaffe, por muito desgrenhada de lonjura e de trabalho, jamais se esquece de regressar aqui nesta ocasião.

Não vem de fugida para encaixar com inigualável perícia uma lâmpada nos objectos que necessitam de fios coloridos para funcionar – a Gaffe depreende que os rapazes que gostam de bricolage conseguem fazer piscar uma avenida inteira transformando-a no orgulho da família mais chegada -, mas para vos dar uma péssima notícia, raparigas.

De acordo com fonte seguríssima, todas as raparigas que se portaram terrivelmente mal durante o ano, não vão ter a visita do Pai-Natal.

O Pai-Natal nestes casos terríveis, como castigo vai enviar o sobrinho.

O horror.

7.12.24

A Gaffe de "Notre Drame"

sobrepõe-se ao grito la flèche est tombée que arrepia e torna a imagem da queda do archote numa das mais significativas da tragédia. Uma imagem icónica. Uma tocha cai com a dignidade devastadora esperada na queda dos signos.

O objecto Notre-Dame é uma construção e reconstrução dos homens.

 2/3 do telhado desapareceram. Pertenciam ao século XIX.

O arco de pedra sob o telhado não sofreu grandes danos.

As torres e a fachada da Catedral estão a salvo, embora a estrutura necessite de avaliação cuidada.

A esmagadora maioria dos vitrais resistiu. Estão ilesos. Apenas uma das rosáceas se estilhaçou.

A flecha da Catedral datava do século XIX. Não provinha do século XIII. As suas dezasseis estátuas tinham sido retiradas dias antes.

As relíquias foram salvas.

O orgão da Catedral não sofreu danos. 

O signo Notre-Dame há séculos que se havia tornado arquétipo e a raiz da Árvore é de pedra, em cruz como as catedrais, e mantém nas garras a memória colectiva, tornando-a única, mas transmissível, pertença absoluta de cada um que passa, subjectiva, como é de seu paradoxal destino.

Talvez por isso os sinos das mais icásticas Igrejas de Paris tenham tocado juntos a rebate, carpindo o incêndio, avisando os homens como não o faziam há já mais de cem anos. Pranteando a tragédia do signo ameaçado, prevenindo os homens da irremediável fugacidade da existência que acolhe o esquecimento e a indiferença como motor civilizacional, como objecto do progresso, como exclusiva ferramenta do real.

Nada é tão vazio, tão terrivelmente oco, tão desoladoramente triste, como ilustrar a ardência de Notre-Dame com o quasimodinho da Disney agarrado as lágrimas com que banha as torres. Nada é tão revelador da distância que separa o homem do signo, da desvinculação do homem ao símbolo.

O nosso drama é que choramos demasiadas vezes através da Disney.

16/04/2019

A primeira vez que entrei em Notre-Dame foi pela mão da minha mãe.

A hora era parda e chuvosa. A Catedral respirava lenta através das sombras das pedras e dos ruídos quase impercetíveis das madeiras. Não me lembro se havia mais alguém. Notre Dame sempre me deixou sem gente à volta. Sempre me deixou entregue a mim, sozinha, perante a consciência aguda da minha própria alma.

Falou-me devagarinho de Maurice de Sully, de Raymond du Temple, de Jean-Baptiste-Antoine Lassus e de Eugène Viollet-le-Duc, o princípio e o fim. Falou-me de Alexandre III e de Manifestis Probatum que ergueu Portugal. Falou-me do rei santo, Luís IX, e da sua Saint-Chapelle que resguarda a coroa divina.
Falou-me de Henri de Beaufort que impõe aos franceses um rei de dez anos, seu sobrinho-neto e sexto Henrique em Inglaterra.
Falou-me dos veludos negros de Maria Stuart arrastados pela Catedral em nome de Francisco II, de Marguerite de Valois, de Eugenie de Montijo, de Isabel de França que se ajoelharam perante Deus e perante os reis e imperadores seus maridos.
Falou-me de Napoleão e fez-me ver depois, mais tarde, Le Sacre de Napoléon de Jacques-Louis David e a humilhação de Pio VII.
Falou-me de Victor Hugo, mas não me falou de Quasimodo. Deixou que o lesse.
Falou-me de Leclerc e de De Gaulle. Falou-me de Hitler.

Falou de Liberdade.

Todas as vezes que voltávamos, a minha mãe lia-me Notre-Dame e fez-me perceber de forma lenta que a Catedral continha mais do que a majestade dos labirintos de luz e de pedra - de luz na pedra -, que guardava mais do que o balançar do tempo nas cordas da eternidade breve entregue ao homem, que urdia mais do que a transcendência humana.
Notre Dame, a Nossa Mãe, em paradoxo, aproximava-se em simultâneo da indizível fragilidade da minha mãe e da sua incomensurável capacidade de nos dar guarida, de nos fazer sentir parte do tempo que passa e do tempo que vem, de nos fazer sentir, como se olhássemos o espelho, sendo ao mesmo tempo o próprio espelho.
Freud e Jung falaram dos arquétipos. Elementos quase divinos que latejam nos escombros de todos os homens. Contaram-nos da Mãe, da Árvore, do Lenho, da Cruz que é a Árvore despida, crua, só, onde é cravado o Homem que serve como base a toda a Catedral. Cristã ou não cristã. Mater. Materna. 


Suponho que Notre-Dame é representação de um arquétipo.
A palpável Imagem, a percetível Ideia, a tangível identidade humana.
Não sei.
Talvez seja esta minha humilhante ignorância a origem da náusea que me assola quando vejo Notre-Dame abraçada por um quasimodo de brincar que chora a queda de um desenho da Disney.

Talvez seja esta minha aviltante insciência que me indigna quando me deparo a cada passo com a raiva das gentes que salivam contra os mecenas – e é de mecenato que se trata, sobretudo quando se prescinde dos benefícios fiscais que origina -, que decidiram entregar o que é só deles - só deles, sem que ninguém pergunte como -, à tentativa de reerguer a prova da existência de uma identidade humana, depois de, por exemplo, terem sido responsáveis pela vida de dois Centros de Investigação, de projecção internacional, em Neurologia e Neurociência, ou pela rede de esgotos de várias cidades do Nordeste de um Brasil miseravelmente esquecido.
Talvez seja a minha doida leviandade que me descontrola quando me convidam para galas solidárias com outros mundos, em que serão sorteados um tablet, um telemóvel e um prémio surpresa, ou um qualquer outro nobelzinho capaz de ilibar consciências dinamitadas.
Talvez seja a minha imbecil arrogância a responsável pela minha surpresa perante a amoralidade, perante a imoralidade, com que as tragédias que os inscritos nas galas declaram dignas de apoio milionário - numa espécie de inovador mecenato cabaz-de-Natal -, se transformam em recursos nepotistas de escroques que são eleitos presidentes de Câmaras e nelas se mantêm ilesos e intocáveis.

Talvez seja também por isto, ou talvez não.

17/04/2019

Foi a minha mãe que me ensinou que a Identidade Humana tem a fragilidade com que se cumpre o eterno.

Já adulta, quando chovia em Paris, abrigava-me nos umbrais dos edifícios e esperava. Mantinha-me quieta e inventava histórias nas nódoas de chuva que alastravam nos passeios. Às vezes fazia muito frio. Nessas alturas, os momentos de chuva a cair apeteciam-me tanto que me esquecia das horas e era capaz de passar, pasmada, todo o tempo do meu mundo a olhar para o chão que se encharcava. Os sons de Paris acinzentavam-se e as luzes chapinhavam nas poças que alastravam. Creio que era feliz naqueles pedaços de chuva estrelados. Abraçava-me, apertava o casaco, amarfanhava a camisola junto ao pescoço e tentava manter os pés quentes batendo com eles nas pedras abrigadas. Lembro-me que tinha umas luvas grossas de pele, forradas, que me aqueciam demasiado as mãos. Nunca gostei muito de luvas, mas aquelas tinham sido dadas pela minha avó e usava-as como quem usa um talismã ou um golpe de saudade. Mantinha as mãos enluvadas próximas do nariz, porque gostava do cheiro do couro misturado com o cheiro da chuva e da memória da minha avó. Perdi uma no metro. A outra ainda a tenho na gaveta. Vou, de vez em quando, quando não há chuva, procurar o levíssimo rasto de felicidade que nos umbrais de Notre-Dame ficava quieta enquanto me abraçava. Havia sossego, como se não precisasse de nada, como se me bastasse, como se estivesse isolada, à parte, e então sentia a Catedral como coisa minha. Só eu e Notre-Dame, nos umbrais molhados.

Fiquei uma tarde, já tarde - tão tarde! - segura pela chuva. Fechei o casaco e calcei as luvas, amarrotei o abraço para não sentir frio e fiquei a ver o sossego pasmado. Veio então de novo aquela morrinha que é ser feliz ou pensar que o somos. Procurei as luvas sem me aperceber que já as tinha calçado e não tinha nada a não ser Notre-Dame à chuva e senti a chuva a cair dentro de mim.

Quando eu voltar a Paris, não tenho a Catedral e sei que a chuva vai cair lá fora.

14.11.24

A Gaffe vaporosa


Embora actualmente de forma pouco segura e muito mais flexível, as rendas, os bordados e os padrões florais ou floridos, foram durante demasiado tempo apanágio do feminino.
Este facto deu uma enorme vantagem às mulheres que se apoderaram com convicção das potencialidades deste universo vaporoso e frágil, armadilhando-o e fornecendo-lhe uma conotação erótica que é, em última análise, proveniente da ausência que passa a obrigatória destes elementos no círculo de uma masculinidade empedernida que se vê deslumbrada e desperta pelo sussurrar destes tecidos.

O astuto, cuidadoso, engenhoso, e muitas vezes inquietante, uso feminino das rendas e dos padrões florais, opera maravilhas no subconsciente dos incautos rapazes que presos nas redes, teias e flora dos tecidos, acabam por sucumbir ao fascínio do que lhes é interdito.
A proibição, aqui como na esmagadora maioria dos casos, incute e impele o desejo de transgressão e é agradabilíssimo sentirmos que no esvoaçar do pano se liberta a sombra do pecado e o subtil fascínio da irresistível feminilidade.

Mas - convém não esquecer -, a lua tem uma face mais obscura e trágico é quando este miraculoso encantamento de rendas e bordados a preceito, se traduz na visão catastrófica do nosso rapagão a desfilar pela brisa da nossa intimidade usando, balanceado, as nossas artimanhas.

13.11.24

A Gaffe, arsénico e rendas velhas


Nem sempre as joias são o costumado brilho encastoado em metais de fino trato.

Há joias escondidas, presas em papel transparente, dobradas com o rigor e com o cuidado extremo das avós e perdidas nas gavetas maneiristas do móvel esquecido há tanto tempo.

Procurem-nas!

São preciosidades inigualáveis e com o temor que nos faz suster a respiração, com a vertigem de quem comete um crime, com o arfar de excitação de quem se vê a viver uma paixão que não lhe pertence, voltemos a usar o tempo perdido e que Proust nos perdoe e nos proteja.

A Gaffe no vosso mail


Alguns portugueses - sobretudo os do meu querido Porto - trazem nas redes algumas pérolas que fazem rolar a língua por mares que pareciam ter sido abandonados, mas que continuam a encher as marés do nosso espanto linguístico.

Soltemos algumas do fio do colar das frases ouvidas por aí:



Alevantar - O acto de levantar com convicção, com o ar de a mim ninguém me come por parvo. Alevantei-me e fui-me embora.

Aspergic - Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.

Assentar - O acto de sentar, só que com muita força, como se fossemos praticamente um tijolo no cimento.

Capom - Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!

Destrocar - Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.

Disvorciada - Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.

Destrocer - Torcer várias vezes.

Deslargar - Largar várias vezes o que quer que seja.

É assim - Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no inicio de qualquer frase.

Entropeçar - Tropeçar duas vezes seguidas.

Eros - Moeda alternativa ao Euro adoptada por alguns portugueses.

Exensar - Termo que para ser bem utilizado tem que ser dito rápido para que algumas pessoas percebem que se quer dizer deves pensar.

Falastes, dissestes e afins - Articulação na 4ª pessoa do singular.

Ex: eu falei; tu falaste; ele falou, tu falastes.

Fracturação - O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura, não predura.

Enmigos - O que vou ganhar depois de alguns lerem isto.

Mô - A forma mais prática de articular a palavra meu e dá um ar afro à língua portuguesa, como Bué ou Maning (muito em Moçambique). Ex: mô tio.

Nha - assim como Mô, é a forma mais pratica de articular a palavra Minha. Para quê perder tempo não é? Fica sempre bem dizer mô tio e nha mãe, por exemplo. Poupa-se imenso.

Númaro - Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para deixarmos de utilizar a palavra número que está em claro desuso. Númaro já é usado por muitos deputados.

Parteleira - Local ideal para guardar os livros de português do tempo da escola.

Perssunal - O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol.

Ex: Sou perssunal de futebol. Deve ser articulado de uma forma rápida.

Pitaxio - Aperitivo da classe do Mendoim.

Prontus - Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um prontus! Fica sempre bem nos lugares mais bem frequentados da sociedade.

Prutugal - País ao lado da Espanha. Não é a Francia.

Rondana - Uma roldana que ronda à volta de si mesma.

Shampum - Líquido para lavar o cabelo que quando cai na banheira faz PUM.

Stander de vendas - Local de venda. A forma mais famosa é sem duvida o Stander de tomóveis.

Tçou - Inicialmente usado por músicos da zona de Cascais, rapidamente se estendeu a outros tipos de utilizadores. Atender o telefone e dizer tçou é uma experiência aconselhável a qualquer um com ligações ainda que vagas à cantora Ágata.

Tipo - Juntamente com o é assim, faz parte das grandes evoluções do português. Também sem querer dizer nada e não servir para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado nem certo. É assim... Tipo ‘tás a ver?

Treuze – opiniões de Miguel Sousa Tavares.

Vosso mail - Se não me atenderem o telemóvel obviamente que vou para vosso mail.

12.11.24

A Gaffe "homossexualista"


A Gaffe está mais uma vez ao lado, mas mesmo juntinho, da maravilhosa ministra da saúde, Ana Paula Martins, que a cada passo nos deslumbra, superando aquela coisa feia que a estátua da Liberdade tem na mão erguida.

Depois do descalabro dos concursos promovidos pelas ULS para jovens médicos especialistas; depois de nos ter mentido e tentado enfiar o INEM no lugar que lhe pertence desde tempos imemoriais, ou seja, a andar de carroça e a chicote das horas extraordinárias, chega-nos agora revoltada, chocada, escandalizada, com a cor dos boletins de saúde infantil e juvenil que, sob os auspícios da Direcção Geral de Saúde, passariam de azul para os meninos e rosa para as meninas, para um amarelo para todos.

Garvíssimo.

Este abuso colorido da DGS condena as crianças ao jugo que da moderna tendência homossexualista – diria Maria José Vilaça ou Helena Costa - que grassa no Ocidente e que, mais cedo do que se pensa, vai desertificar o planeta.

Se já existem colecções de roupa infantil que tanto dá para um lado, como para outro – o que já é de bradar aos céus -, tentar abolir a distinção dos sexos através da cor, cerceia a nossa capacidade de discernimento e contribui para esta espécie de daltonismo sexual que os homossexualistas defendem e promovem, ultrapassando mesmo as fronteiras e os limites traçados por Deus.

A Gaffe considera um HORROR.

Deixem as crianças em paz!


Acredita piamente - como Deus manda - que esta contínua aniquilação de códigos ancestrais, levada a cabo por gente LGBT, ou LGBTI, ou LGBTI+ - ou coisa que o valha -, é um perigo para a civilização, tal como a conhecemos e respeitamos, e não vai ser interrompida antes de destruir por completo a vantagem que detínhamos sobre o homossexualismo - que nos foi dada por Nosso Senhor -, e que nos permitia imediatamente identificar - e saber lidar com isso - qualquer personagem que nos surgisse na frente.

Tentar anular os códigos sociais expressos nas cores ou trocar o logótipo da identidade digital do país confundida com um símbolo da nação, é trágico, mas é tarefa destes monstros que consideram primordial levar a civilização ao homossexualismo total.

A Gaffe teme que se intensifique a possibilidade de uma mulher usar um vestido vermelho intenso e justo, sem se perceber que anda a pedi-las. Não é de todo de espantar, pois que já é com alguma dificuldade que conseguimos discernir um toxicodependente de um gótico, ou de um emo, ou de uma pessoa de luto, através do preto que usa em look total e - a propósito - já é absolutamente incriminatório intuir - porque somos lógicos e racionais - que uma pessoa de cor mais escurinha é uma ameaça potencial à nossa segurança e que tem a pila grande, ou que uma pessoa mais amarelinha tem a porcaria dos genes dos olhos em bico entranhada no corpo e abre lojas com plásticos a cheirar a petróleo, mesmo ao lado da Prada.

Uma mãe que sabe o que é ser mãe, que sabe estar, que se comporta como uma verdadeira mulher, sabe por instinto que se colocar nos ombros do filho um polo azul discreto, o menino não mudará de sexo na idade maior e com certeza conhecerá por essa altura, no golf, meninos que usaram, pousados nas costas, polos azuis discretos. Juntos podem perfeitamente fundar uma empresa e encomendar uma colecção que aproveita a onda homossexualista àquela gentalha que em criança ousou cores berrantes e que por isso agora é estilista.

Pelo menos, dá lucro.


Uma mãe que sabe o que é ser mãe, que sabe estar, que conhece o seu lugar, que se comporta como uma verdadeira mulher, sabe que se vestir a filha de princesa cor-de-rosa, a futura jovem tem mais hipóteses de casar com o menino do polo e - se usar branco - ser amante dos amigos de polo do marido e que será sempre mais que Ministra da Saúde.

É evidente que se uma mãe não merecer este santo estatuto, e vestir a sua criança de vermelho, ou preto, ou quiçá de branquinho, terá no futuro um comunista ao jantar, ou um drogado suicida, ou um homossexualista na Companhia Nacional de Bailado.

O pai está a trabalhar. Não aborreçam.

Já nos tentam roubar a possibilidade de reconhecer as boas pessoas pela cor da pele, não nos retirem agora a capacidade de distinguir através da cor dos boletins de saúde para meninas e para meninos, o que é de aproveitar do que não passa de manobra destruidora do lobby do homossexualismo.

Se Deus, na Sua infinita sabedoria, nos fez e nos vestiu de cores diferentes por alguma coisa foi.

Bravo, senhora ministra! Não parece nada que a menina saiu agora mesmo debaixo de uma pedra.

A menina continue que não maça nada.


Em relação ao INEM, a mobilização maciça da sociedade civil, por exemplo, seria uma defesa viável, bastando para tal que os profissionais em causa se dispusessem a motivar, a solicitar o apoio, a solidariedade e a compreensão dos que sabem, porque sentem na pele e no resto do corpo – seu ou do muito próximo – que, numa urgência, bastam alguns segundos a mais para se perder uma vida. Parece evidente que esta mobilização solidária embate com oenraizado quem quer que se cuide e não colhe frutos quando está em causa a causa dita alheia, mesmo quando nos toca por motivos trágicos, mas de través.  Era mimoso ver na rua de cartaz ao peito, palavras de ordem na estrada, a lutar pelo INEM e por todos os profissionais de Saúde, toda a gente que é agora saudável. Com a certeza de que os seus sofredores continuavam a ser cuidados com a qualidade extraordinária que é característica da esmagadora maioria dos profissionais pelos quais se manifestam. 

Era bonito. Cheirava a um movimento por Timor, mais pequenino.