Falta-me o que juntas já tivemos.
A sombra dos teixos a crescer nas pedras e as tranças de água dos olhos e da lua aberta.
A claridade a crescer nos dias.
As penas brancas do estilhaçar das nuvens.
Um fio de pérolas no pescoço das tardes, inevitável como os enxames de abelhas no regaço do tempo.
O teu amor de sossegos mútuos ou de terra ou da mais íntima placidez da seiva.
A espera dormindo.
O sossego.
A claridade a crescer nos dias.
As penas brancas do estilhaçar das nuvens.
Um fio de pérolas no pescoço das tardes, inevitável como os enxames de abelhas no regaço do tempo.
O teu amor de sossegos mútuos ou de terra ou da mais íntima placidez da seiva.
A espera dormindo.
O sossego.
Só tu sabias.
Só tu sabias que as palavras olham os abismos e espreitam as vertigens sem fazer vibrar o ar que rodeavas, porque trazias secretos recantos onde a tua voz se ouvia claramente e os teus olhos volteavam dentro deles.
Sabias do sabor de terra a florescer e de pólen espalhado nas toalhas.
Dos meus olhos escorrem papoilas descerradas e no abandono dos dias dormem as deslumbradas e ácidas manhãs das luzes e das casas que tu agora desabitas.
Vou, como quem anda numa alameda de árvores decepadas, sem esperar voltar, porque o regresso era a tua mão.
Fazes-me falta, avó.
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