Sou uma rapariga saudável, logo, também eu tenho materializado imensas fantasias eróticas. O meu problema é que, mal realizo uma, surgem dez do nada e para tanto sonho é tão curta a vida.
Confesso que continuo a imaginar o meu poderosíssimo Marlon Brando, nos seus tempos áureos, com uma coisa enorme no meio das pernas – a moto. Assumo que me perco em fantasias muito pouco asseadas – graças ao Senhor, ou aos senhores, como me aprouver – com esse belíssimo animal, mas estou mais controlada e já não acordo a gemer como uma gata em telhado de zinco quente - sim! o Newman participa.
No entanto, não consigo deixar de pensar que há dois locais onde toda a
fantasia tem o seu Nirvana:
Não há nada como o Vaticano, pejado de seminaristas virgens de batina negra e
prontos a aprender o catecismo que nós lhes quisermos ensinar ou o alto mar,
repleto de testosterona marinheira intacta e reprimida, pronta a soltar-se no primeiro
porto feminino.
Creio ser natural raparigas espertas como eu desejarem unir as duas longitudes, numas jornadas mundiais da juventude molhada. Se o conseguirmos, ficamos com um homem de joelhos, enquanto nos sentimos encharcadas pelas bravas ondas das marés.
