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| Lutgardo Fernandez |
A Gaffe é avessa a provincianismo parolos, a preconceitos galheteiros, a racismos bem intencionados, a incompetência emocional e a tudo o que se diz, mas que acaba mal interpretado, sobretudo quando o que se diz é demasiado bem lido e impossível de torcer – a língua não é infinitamente flexível – a de Camões e não a de Laurinda Alves, essa sim, bastante contorcionista.
É uma maçada quando somos apanhados por palavras, expressões ou fragmentos descontextualizados e não era bem aquilo o que se queria dizer.
Quando a Gaffe ouviu sem o mapa todo que Isabel Jonet tinha mencionado os profissionais da pobreza, pensou que a senhora se estava a referir a ela, Jonet profissional.
Existem os profissionais do lixo, os homens do gás ou o senhor do Círculo dos Leitores, porquê renegar a tarefa desempenhada pela querida?!
A Gaffe considerou muito digno Isabel Jonet ter chamado os bois pelo nome.
Depois percebeu, já na posse do cartaz inteiro, que Isabel Jonet falava dos profissionais da pobreza na mesma linha dos que falam das profissionais do sexo.
Faz todo o sentido, embora no último caso, o proxeneta não tenha direito a incensarias.
A Gaffe suspeita que Jonet e Laurinda Alves se uniram no famoso fui mal interpretada.
A senhora vereadora dos Direitos Humanos e Socias da Câmara Municipal de Lisboa - a Sôdona Laurindinha -, impediu a organização do Rock in Rio de avançar com a extensão a pessoas em situação de sem-abrigo do convite a jovens refugiados para participarem no festival.
Porquê?
A senhora vereadora dos Direitos Humanos e Socias da Câmara Municipal de Lisboa acrescenta que se nós dissermos um marroquino, um argelino, um rapaz que vem da Costa do Marfim, um muçulmano, as pessoas nem sempre sabem como é que hão-de acolher.
Se Laurinda Alves, alapada no pelouro que lhe deram, não consegue deslaçar ainda que de forma baça o evidente racismo pacóvio que vai descobrindo enquanto visita os educadíssimos rapazes, a Gaffe suspeita que a cegueira social avança a galope num cavalo branco por entre as fileiras da Assembleia lisboeta.
Felizmente que a sôdona vereadora tem muito cuidado com a língua em que se expressa.












